Simone

Simone Bittencourt de Oliveira, conhecida apenas como Simone, (Salvador, 25 de dezembro de 1949) é uma cantora brasileira.

Prematura de oito meses e sétima filha de uma família de nove irmãos, o pai, Otto, queria que o nome fosse Natalina, mas a mãe, Letícia, prestes a batizar a filha, mudou o nome para Simone. Até a adolescência Simone foi jogadora profissional de basquete e por isso mudou-se para São Paulo aos dezessete anos, para integrar o time da Seleção Brasileira de basquete feminino. Estudou na Fefis, em Santos, onde se formou em Educação Física; foi colega, durante o curso, do futebolista Pelé.

Convidada pela amiga e professora de violão, Elodir Barontini, Simone participou de um jantar na casa do então gerente de marketing da gravadora Odeon, Moacir Machado, o Môa. Neste encontro, especialmente marcado para que ela mostrasse a voz, ao final veio o convite para assinar um contrato, não para um, mas quatro LPs de uma só vez, para gravadora: Simone fez muito sucesso no teste e foi logo aprovada. O primeiro, Simone, gravado em outubro de 1972, teve uma produção de baixo custo e poucos músicos, regidos pelo maestro José Briamonte. A primeira tiragem foi distribuída apenas para amigos, parentes e para o meio artístico; dez anos depois seria relançado com uma capa diferente. O lançamento ocorreu em 20 de março de 1973 (considerada a data oficial do início da carreira) em São Paulo e Simone estreou no mesmo dia num programa da TV Bandeirantes. A participação no programa Mixturação, (direção/produção de Walter Silva, TV Record, abril, 1973), também foi aguardada com expectativa e Simone apontada como um dos nomes mais promissores. O sucesso começava assim de forma gradual.

Uma esportista que já conhecia o sucesso nas quadras migrava para os palcos numa transição fácil, embalada pelo apoio de uma família de músicos, do pai, violinista e cantor de ópera, e da mãe, pianista, de onde vinha o maior incentivo. Antes de se tornar conhecida do público brasileiro, participou de uma turnê internacional organizada por aquele que se tornaria um dos grandes incentivadores, Hermínio Bello de Carvalho. A excursão internacional incluía no roteiro o Olympia em Paris, e o Madison Square Garden, em Nova Iorque, além de Bélgica e Canadá. A turnê foi um grande sucesso e originou os discos Brasil Export 73 e Festa Brasil -- ambos produzidos por Hermínio Bello de Carvalho, que ainda produziria os dois álbuns subseqüentes: Quatro paredes e Gotas d´água; neste último a produção foi realizada em parceria com Milton Nascimento.

Quatro anos mais tarde, mais precisamente em 1977, teve o primeiro grande momento de sucesso com as canções Começar de novo, Face a face, Jura Secreta e O que será. Esta última foi gravada pela primeira vez em 1976 e integrou a trilha sonora do longa-metragem Dona Flor e Seus Dois Maridos, de Bruno Barreto. No ano seguinte (16 de junho a 15 de setembro de 1978), o nome estava entre os dos artistas do ambicioso Projeto Pixinguinha, e, ao lado de Sueli Costa, apresentou-se no Rio de Janeiro, Vitória, Salvador, Maceió, Recife e Brasília. Um excerto do Projeto comenta o progresso da carreira: Em 77, além do lançamento do LP Face a Face e da trilha sonora do filme Dona Flor e seus dois maridos fez muito sucesso num espetáculo no MAM. No Teatro Clara Nunes, com direção geral de Hermínio Bello, apresentou-se em Face a Face. Em cada espetáculo vem se projetando e se coloca, no momento, entre as melhores cantoras brasileiras. Acabou de gravar Cigarra, com músicas de Gonzaguinha (Petúnia Resedá), Fagner e Abel Silva (Sangue e Pudins), Milton Nascimento e Ronaldo Bastos (Cigarra). (Excerto by Funarte.)

Divisor de águas na carreira foi o espetáculo Pedaços (30 de dezembro, 1979, Canecão) gravado ao vivo e lançado em disco em 1980, sob o título Simone ao vivo (primeiro gravado ao vivo). Sucesso de público e crítica, Pedaços teve a primeira apresentação em outubro e foi considerado o melhor do ano; em termos de público só foi superado pelo espetáculo anual de Roberto Carlos. Dirigido por Flávio Rangel, que incluiu a canção Pra não dizer que não falei das flores no repertório, celebrando a primeira audição da canção antológica na voz e a primeira interpretação engajada da carreira, e que só não ficou mais conhecida do que a do próprio compositor Geraldo Vandré. Simone foi a primeira artista a cantar 'Pra não dizer que não falei das flores' após a liberação pela censura: Quando eu comecei a cantar essa música no 'Canecão', todo mundo cantou junto e foi uma maravilha isso. 'Caminhando' é uma música que está no inconsciente coletivo das pessoas e que mexe muito, mas muito mesmo, com muita gente.

Uma cantora cujos espetáculos se encerravam com flores distribuidas ao público, tornava-se não só uma grande voz para os versos de Vandré, mas também, ao lado de outros artistas, vivenciava-os: Ainda fazem da flor seu mais forte refrão, E acreditam nas flores vencendo o canhão. Ao final do espetáculo Delírios e Delícias clamou pelas Diretas Já; em 1989, ao lado de Marília Pêra e Cláudia Raia, declarou e apoiou o então candidato Fernando Collor de Mello. O despertar de uma postura artística engajada e com excelente repercussão acompanharia toda a carreira, sendo enfatizada por interpretações de sambas como Disputa de Poder e Louvor a Chico Mendes, além de Maria, Maria, Uma nova mulher, O sal da Terra, Será, Pão e poesia, Isto aqui o que é, É, O tempo não pára, Blues da piedade.

Em matéria publicada na Revista Veja (março de 1982): Simone Bittencourt de Oliveira nasceu duas vezes. A primeira, em 1949, num bairro de classe média de Salvador, na Bahia. A segunda, na noite de 7 de fevereiro passado, no estádio do Morumbi, em São Paulo, quando ergueu um coro de 90.000 vozes na apoteose do espetáculo Canta Brasil, com a canção Caminhando nos lábios e lágrimas nos olhos. Quando terminou de cantar, era mais uma estrela no céu. O sucesso lhe rendeu o primeiro disco de ouro e um especial da Rede Globo, gravado ao vivo no Teatro Globo (2 de março, 1980). O programa, chamado Simone Bittencourt de Oliveira, foi o primeiro da série Grandes Nomes.

A partir da segunda metade da década de 60(1965), em plena efervescência da contracultura e no rescaldo do pós-bossa-nova, surgiram na televisão brasileira os especiais do Festival de Música Popular Brasileira (TV Record). Contemporâneos da Jovem Guarda e do Tropicalismo, os Festivais açambarcavam todos esses estilos, a bossa nova, o rock vanguardista da Jovem Guarda e o ecletismo do Tropicalistas, e ainda seria o palco de estréia de um novo e definitivo estilo, a MPB, inaugurado com a interpretação antológica da novata Elis Regina, cantando Arrastão.

Durante duas décadas a televisão brasileira foi marcada pelo sucesso da transmissão desses espetáculos que apresentavam os novos talentos, registrando índices recordes de audiência; já reconhecida pela crítica Simone marcaria presença (1979) no Festival interpretando Para Lennon & McCartney (de Márcio e Lô Borges e Fernando Brant). O especial Mulher 80 (Rede Globo), foi um destes marcantes momentos da televisão; o programa exibiu uma série de entrevistas e musicais cujo tema era a mulher e a discussão do papel feminino na sociedade de então abordando esta temática no contexto da música nacional e da inegável preponderância das vozes femininas, com Elis Regina, Maria Bethânia, Fafá de Belém, Marina Lima, Simone, Rita Lee, Joanna, Zezé Motta, Gal Costa e as participações especiais das atrizes Regina Duarte e Narjara Turetta, que protagonizaram o seriado Malu Mulher. Em entrevista ao jornal O Pasquim, Elis Regina fala de Simone: (...). Elis, dessa safra toda, tem alguma que você destaque? Elis - Gosto muito da Simone. Potencialmente, vê-se nela a possibilidade de um desabrochar grande. É uma mulher bonita, seu repertório é muito bom e está muito bem assessorada pelo Flávio Rangel e pelo Nélson Ayres.

Aos trinta e dois anos protagonizou um feito histórico, tornando-se a primeira cantora a lotar sozinha um estádio, o Maracanãzinho, em 1981. Pioneirismo evidenciado em outras ocasiões como quando gravou, muito antes de Paul Simon ou Michael Jackson, com o Grupo Olodum da Bahia; ou quando, num dos espetáculos, surpreendeu a platéia levando para o palco uma cama, um ano antes da pop star Madonna chocar o mundo com a mesma idéia. Em fevereiro de 1982 o espetáculo Canta Brasil levou ao estádio do Morumbi quinze a vinte mil pessoas por dia para assisti-la interpretando Milton Nascimento, Ary Barroso, Chico Buarque, Tom Jobim, Fernando Brant, Vítor Martins, Paulo César Pinheiro, Hermínio Bello de Carvalho, Isolda, Sueli Costa e Abel Silva. Em dezembro de 1983 parou a Quinta da Boa Vista onde uma multidão de mais de 150 mil pessoas foram assisti-la na primeira transmissão ao vivo da história da Rede Globo para um espetáculo de final de ano. Também em 1983 dedicou o disco Delírios e delícias a Fernanda Montenegro; a atriz retribuiu a homenagem com uma dedicatória manuscrita no release do disco Desejos (1984).

Nos anos oitenta, que foram marcados pelo reconhecimento de grandes cantoras na MPB, firmava-se assim como uma recordista de público e de vendagem: os discos voavam das prateleiras tão logo eram lançados e o nome Simone despontava como um dos grandes ícones da indústria fonográfica nacional. Anunciar os espetáculos num clube, casa noturna, ginásio ou estádio era garantia de sucesso e casa super lotada. A maior temporada ocorreu na tradicional casa carioca, Scala II (1986), durante oito meses seguidos e o maior público já registrado é de 220 mil pessoas, em uma única apresentação, ao ar livre.

Originalmente idealizado para a montagem do ballet teatro do Balé Teatro Guaíra (Curitiba, 1982), o espetáculo O Grande Circo Místico foi lançado em 1983. Simone integrou o grupo seleto de intérpretes que viajou o país durante dois anos com o projeto, um dos maiores e mais completos espetáculos teatrais já apresentados, para uma platéia de mais de 200 mil pessoas. Simone interpretou a canção Meu namorado, composta pela dupla Chico Buarque e Edu Lobo. O espetáculo conta a história do grande amor entre um aristocrata e uma acrobata e a saga da família austríaca proprietária do Grande Circo Knie, que vagava pelo mundo nas primeiras décadas do século.

Valendo-se ainda do filão engajado da pós-ditadura e feminismo, cantou, ainda que com uma participação individual diminuta, no coro da versão brasileira de We Are the World, o hit americano que juntou vozes e levantou fundos para a África ou USA for Africa. O projeto Nordeste Já (1985), abraçou a causa da seca nordestina, unindo 155 vozes num compacto, de criação coletiva, com as canções Chega de mágoa e Seca d´água. Elogiado pela competência das interpretações individuais, foi no entanto criticado pela incapacidade de harmonizar as vozes e o enquadramento de cada uma delas no coro.

Em 1989, dez anos depois de conquistar o primeiro disco de ouro, o sucesso fluía com a mesma intensidade, e a artista figurava entre os poucos a ainda protagonizar especiais televisivos: Simone - especial (Rede Globo) apresentou trechos do espetáculo Sedução, em cartaz no Palace (São Paulo); dividiu o palco na tradicional apresentação de final de ano cantando ao lado de Roberto Carlos. Participou também do especial da Rede Globo Cazuza – Uma prova de amor, interpretando ao lado de Cazuza a canção Codinome Beija-flor. Em 1991 gravou um clipe para o programa Fantástico, idealizado pelo sociólogo Betinho, intitulado Luz do Mundo, para arrecadar fundos para a reabilitação de menores.

O sucesso de público, vendagem, os especiais de TV e o repertório refinado situaram-na como um dos nomes mais respeitados da fina flor da MPB; de cantora elitista, passaria, a partir de meados da década de 80, com a seleção de um repertório excessivamente popular, pela fase mais obscura da carreira, enfrentando o estigma da crítica especializada que desmerecia a interpretação, arranjos e compositores escolhidos -- foi a chamada fase brega, que de uma maneira geral marcou os anos 80 pela exacerbação aos apelos do romantismo. A despeito disso, manteve-se como grande vendedora de discos e alcançou enorme popularidade: fosse de quem fosse a composição o toque de Midas garantia um sucesso atrás do outro.

Flávio Rangel, Jorge Fernando, José Possi Neto, Nelson Motta, Ney Matogrosso e Sandra Pêra são alguns dos nomes que assinam a direção dos espetáculos. O show Sou Eu ganhou o prêmio de melhor do ano em 1992 e originou o álbum homônimo — comemorativo dos vinte anos de carreira, que trazia regravações dos antigos sucessos entre outras canções consagradas. Em 1997 apresentou-se na casa de espetáculos carioca Metropolitan, com Brasil, O Show, dirigido por José Possi Neto, onde interpretou clássicos do samba (Paulinho da Viola, Adoniran Barbosa, Dorival Caymmi, Nelson Rufino, Carlinhos Santana, Elton Medeiros, Hermínio Bello de Carvalho, Toninho Geraes, David Nasser, Alcyr Pires Vermelho, George Israel, Nilo Romero, Alocin, Ary Barroso, Gonzaguinha, Mário Lago, Ataulfo Alves, Cazuza, e outros) entre outras gravações do álbum de estúdio do ano anterior, Café com leite.

Em maio de 2006, num pocket show, no cenário intimista da respeitada casa Bourbon Street, Simone e a banda levaram um repertório romântico ao público que se encantou com arranjos originais, em tom jazzístico, apresentado na capital paulista, no contexto do Projeto Credicard Vozes. Outras recentes apresentações, no Peru, foi aplaudida de pé por mais de cinco minutos; em Miami, ao lado do parceiro Ivan Lins, obteve reconhecimento da crítica que considerou a apresentação uma das melhores dos últimos anos na Flórida.

Na história da MPB a tradição romântica foi intensificada nos anos 80 e os temas de amor romântico, paixão, foram amplamente explorados por diversos cantores(as) e compositores(as). Simone, que desde o início da carreira interpretou predominantemente canções românticas, figura dentre elas e é por isso elencada na categoria de cantora romântica; o repertório abrange cerca de 250 interpretações, um dos mais vastos e diversificados dentre as vozes femininas, compondo um verdadeiro mosaico de estilos. O amor romântico ou idealizado, a paixão, (Começar de Novo, Jura Secreta, Corpo, Medo de Amar nº2, Raios de luz, Lenha), o samba (O Amanhã, Disputa de Poder, Ex-amor), e a religiosidade (Cantos de Maculelê, Reis e rainhas do Maracatu, Então é Natal, Ave Maria, Jesus Cristo) são os mais recorrentes na obra.

Ao longo da infância e juventude as principais referências deste repertório romântico foram Roberto Carlos, Milton Nascimento e Maysa Matarazzo, de quem é grande fã e que grande influência exerceu na carreira, Dolores Duran, Ângela Maria e Nora Ney -- as maiores expoentes do gênero samba-canção ou fossa. O gênero, comparado ao bolero, pela exploração e exaltação do tema amor-romântico ou pelo sofrimento de um amor não realizado, foi chamado também de dor-de-cotovelo. O samba canção (surgido na década de 30) antecedeu o movimento da bossa nova (surgido ao final da década de 50, em 1957), com o qual Maysa já foi identificada. Mas este último, herdeiro do jazz norte-americano, representou um refinamento e uma maior leveza nas melodias e interpretações em detrimento do drama e das melodias ressentidas, da dor-de-cotovelo e da melancolia. O legado de Maysa, ainda que aponte para dívidas com a bossa, é o de uma cantora mais dramática e a voz é mais arrastada do que as intérpretes da bossa e por isso aproxima-se antes do samba-canção e do bolero. O declarado gosto pessoal de Simone por boleros advém desta herança musical.

Já como intérprete, Ivan Lins, Vitor Martins, Milton Nascimento, Fernando Brant, Paulo César Pinheiro, Gonzaguinha, Chico Buarque, Martinho da Vila, Fátima Guedes, João Bosco, Aldir Blanc, Isolda, Roberto Carlos, Hermínio Bello de Carvalho, Paulinho da Viola, Sueli Costa e Abel Silva são os compositores com maior número de interpretações na voz. O repertório atual inclui ainda Zélia Duncan, Cássia Eller, Adriana Calcanhotto, Aldir Blanc, Joyce, Martinho da Vila, Ivan Lins, Paulinho da Viola e Zeca Pagodinho.

Discografia
EMI
* 1972 - Simone
* 1973 - Brasil Export
* 1973 - Expo Som 73 - ao vivo
* 1974 - Festa Brasil
* 1974 - Quatro Paredes
* 1975 - Gotas D'Água
* 1977 - Face a Face
* 1978 - Cigarra
* 1979 - Pedaços
* 1980 - Simone Ao Vivo no Canecão
* 1980 - Simone (Atrevida)

Sony BMG / CBS
* 1981 - Amar
* 1982 - Corpo e Alma
* 1983 - Delírios e Delícias
* 1984 - Desejos
* 1985 - Cristal
* 1986 - Amor e Paixão
* 1987 - Vício
* 1988 - Sedução
* 1989 - Simone (Tudo por Amor)
* 1991 - Raio de Luz
* 1991 - Simone - Procuro Olvidarte (Espanhol)
* 1993 - Sou Eu
* 1993 - La Distancia (Espanhol)
* 1995 - Simone Bittencourt de Oliveira
* 1995 - Dos Enamoradas (Espanhol)

Universal / Polygram
* 1995 - 25 de Dezembro
* 1996 - Café com Leite
* 1996 - 25 de diciembre (Espanhol)
* 1997 - Brasil, O Show - ao vivo
* 1998 - Loca (Espanhol)
* 2000 - Fica Comigo Esta Noite
* 2001 - Seda Pura
* 2002 - Feminino - ao vivo

EMI
* 2004 - Baiana da Gema
* 2005 - Simone ao Vivo

Biscoito fino
* 2007 - Cd Amigo é casa
* 2007 - Dvd Amigo é casa

Fonte: Wikipédia

ÁLBUNS DISPONÍVEIS PARA DOWNLOAD

1972 - Simone
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1973 - Brasil Export
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1973 - Expo Som 73 - ao vivo
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1973 - Clássicos Odeon
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1973 - Simone, Roberto Ribeiro & João de Aquino - A Bruxelles
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1974 - Festa Brasil
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1974 - Quatro Paredes
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1975 - Gotas D'Água
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1977 - Face a Face
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1978 - Cigarra
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1979 - Pedaços
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1980 - Simone Ao Vivo no Canecão
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1980 - Simone (Atrevida)
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1981 - Amar
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1982 - Corpo e Alma
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1983 - Delírios e Delícias
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1984 - Desejos
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1985 - Cristal
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1986 - Amor e Paixão
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1987 - Vício
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1988 - Sedução
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1989 - Simone (Tudo por Amor)
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1990 - Liberdade
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1991 - Raio de Luz
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1991 - Simone - En Espanhol
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1993 - Sou Eu
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1993 - La Distancia (Espanhol)
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1995 - Simone Bittencourt de Oliveira
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1995 - Dos Enamoradas (Espanhol)
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1995 - 25 de Dezembro
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1996 - Café com Leite
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1996 - 25 de diciembre (Espanhol)
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1997 - Brasil, O Show - ao vivo
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1998 - Loca (Espanhol)
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1999 - Meus Momentos
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2000 - Fica Comigo Esta Noite
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2001 - Seda Pura
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2002 - Feminino - ao vivo
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2004 - Baiana da Gema
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2005 - Simone ao Vivo
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2005 - Série Bis - CD Duplo
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2007 - Simone & Zélia Duncan - Amigo é Casa Ao Vivo
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